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Política

Democratas conquistam o Senado dos EUA com sete cadeiras viradas, e o Mississippi fica em 43 votos

A NBC News projeta 54 cadeiras democratas contra 44 republicanas, com Alasca e Mississippi ainda sem definição; na Câmara, os democratas chegam a 258 contra 177, ganho líquido de 28.

Por Redação RecortNews
O plenário do Senado dos Estados Unidos, no Capitólio, em foto sem data divulgada pela própria casa.
O plenário do Senado dos Estados Unidos, no Capitólio, em foto sem data divulgada pela própria casa.Foto: United States Senate/Wikimedia Commons, Public domain

Os democratas assumiram o controle das duas casas do Congresso dos Estados Unidos nas eleições de meio de mandato realizadas na terça-feira, 3 de novembro de 2026, virando sete cadeiras republicanas no Senado e encerrando uma maioria que era de 53 a 47.

O partido precisava de um ganho líquido de quatro cadeiras no Senado, que tem 100 assentos. Conseguiu sete. Na manhã de quarta-feira, a NBC News projetava 54 cadeiras democratas contra 44 republicanas, com duas disputas ainda sem definição. A CBS News deu a maioria democrata no Senado como definida pouco depois das 23h30 (horário do leste dos EUA) de terça; a Câmara já havia sido projetada mais de uma hora antes, às 22h15.

As sete cadeiras que mudaram de mão

A derrota republicana mais nítida foi no Maine, onde o democrata Troy Jackson venceu a senadora Susan Collins, que admitiu o resultado. Collins estava no Senado desde 1997 e era a última republicana a ocupar um cargo estadual na Nova Inglaterra.

As outras seis cadeiras viradas:

  • Carolina do Norte — o ex-governador Roy Cooper venceu Michael Whatley.
  • Ohio — Sherrod Brown venceu o titular, Jon Husted, e voltou à cadeira que havia perdido em 2024.
  • Texas — o deputado estadual James Talarico venceu o procurador-geral do estado, Ken Paxton.
  • Kansas — Adam Hamilton, pastor de uma megaigreja, venceu o titular, Roger Marshall. Segundo a Associated Press, é a primeira vitória democrata para o Senado no Kansas desde 1932.
  • Iowa — Josh Turek venceu Ashley Hinson.
  • Carolina do Sul — Annie Andrews, pediatra, venceu Darline Graham. A Al Jazeera registrou que a última vitória democrata para o Senado no estado havia sido em 1998.

Os democratas também seguraram todas as cadeiras que defendiam no mapa competitivo: Michigan, onde Abdul El-Sayed bateu Mike Rogers em disputa definida por volta das 2h30, além de Geórgia, Minnesota, New Hampshire e Virgínia. Os republicanos mantiveram Flórida e Nebraska, onde Pete Ricketts conteve o independente Dan Osborn.

No discurso de vitória, Hamilton disse que ouviu a mesma coisa de eleitores dos dois partidos — que "o que está acontecendo em Washington não está certo" — e abriu a fala com a pergunta que o próprio resultado levantava: "Como isso aconteceu?"

Duas disputas, e uma delas por 43 votos

A aritmética do controle está resolvida; duas cadeiras, não.

No Mississippi, o democrata Scott Colom liderava a senadora Cindy Hyde-Smith por 43 votos, com mais de 95% da apuração concluída. No Alasca, o senador Dan Sullivan liderava a democrata Mary Peltola por 1.677 votos, com cerca de 80 mil cédulas ainda a contar — uma margem larga em votos e estreita diante do que falta.

Nenhum dos dois resultados muda quem comanda o Senado. Os dois definem se a nova maioria fica em 54, 55 ou 56.

A Câmara, e um ganho líquido de 28

Na Câmara dos Representantes, a casa baixa do Congresso americano, a NBC News projetava 258 cadeiras democratas contra 177 republicanas, ganho líquido de 28. Hakeem Jeffries deve assumir a presidência da casa.

As viradas se concentraram no Meio-Oeste industrial e em distritos suburbanos: três das quatro cadeiras de Iowa, o 1º distrito da Pensilvânia, o 15º do Texas, o 11º da Carolina do Norte e o 7º de Ohio, além de ganhos democratas em Kentucky, Missouri, Nebraska, Ohio e Utah.

Governos estaduais, e o maior resultado no Texas

As disputas estaduais seguiram a mesma direção. No Texas, a democrata Gina Hinojosa derrotou Greg Abbott, no cargo desde 2015 — é a primeira democrata a vencer o governo do Texas em mais de três décadas. Em Ohio, Amy Acton, ex-diretora de saúde do estado, venceu Vivek Ramaswamy. Os democratas ainda ganharam Iowa, com Rob Sand sobre Zach Lahn, e a Geórgia, com Keisha Lance Bottoms sobre Rick Jackson. Os republicanos mantiveram a Flórida, onde Byron Donalds venceu David Jolly.

O que disse o presidente

O presidente Donald Trump disse ao The New York Times que estava "absolutamente disposto" a aceitar os resultados. Sobre o que os explicaria, apontou para fora, não para o próprio governo: disse à Fox News que "acho que parte disso foi o Irã" e, ao The Wall Street Journal, que "o Irã foi uma parte disso".

Perder as eleições de meio de mandato não é incomum para um presidente em segundo mandato — o partido que ocupa a Casa Branca perdeu cadeiras na Câmara em todas as eleições intermediárias desde 1934, com três exceções. O incomum é a combinação: as duas casas, um mapa de Senado que favorecia os republicanos e o governo do Texas na mesma noite.

Com informações de CBS News, NBC News, Al Jazeera, Associated Press e The New York Times.