As seções eleitorais de todo o país abrem às 8h deste domingo (25) e fecham às 17h, no horário de Brasília, para o segundo turno das eleições de 2026. O eleitor decide quem ocupa a Presidência da República a partir de 1º de janeiro e, em cinco estados e no Distrito Federal, quem assume o governo local. O eleitorado habilitado é o mesmo de 4 de outubro: 158.745.502 pessoas.
Uma diferença de 1,87 ponto no primeiro turno
Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegaram ao segundo turno sem que nenhum dos dois tivesse alcançado a maioria dos votos válidos três semanas antes. Na apuração encerrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Flávio Bolsonaro somou 56.104.503 votos (47,03%) e Lula, 53.879.538 (45,16%) — 2.224.965 votos de diferença, ou 1,87 ponto percentual.
Os três candidatos seguintes reuniram 8.729.604 votos, pouco mais de 7% do total válido: Augusto Cury (Avante), com 2,89%; Renan Santos (Missão), com 2,24%; e Ronaldo Caiado (PSD), com 2,18%. Nenhum dos oito demais nomes na urna passou de 0,27%.
Fora do confronto direto, o número que mais pesa é o da ausência. A abstenção no primeiro turno ficou em 21,08% — cerca de 33,5 milhões de pessoas que não compareceram —, e outros 5,97 milhões de eleitores foram até a seção e não escolheram ninguém: 2.300.798 votos em branco (1,84%) e 3.674.249 nulos (2,93%). Somados, abstenção, brancos e nulos superam a votação de qualquer um dos dois candidatos no primeiro turno, e é dessa faixa que as duas campanhas tentaram tirar votos na reta final.
Seis disputas estaduais
Além da Presidência, seis unidades da federação voltam às urnas para escolher governador:
- Acre: Mailza Assis (PP) e Alan Rick (Republicanos)
- Amazonas: Omar Aziz (PSD) e Professora Maria do Carmo (PL)
- Distrito Federal: Celina Leão (PP) e Leandro Grass (PT)
- Espírito Santo: Lorenzo Pazolini (Republicanos) e Ricardo Ferraço (MDB)
- Rio Grande do Norte: Allyson (União) e Cadu de Lula (PT)
- Tocantins: Professora Dorinha (União) e Vicentinho Júnior (PSDB)
No Rio de Janeiro, onde a disputa pelo governo estadual se encerrou no primeiro turno, os quase 12,9 milhões de eleitores fluminenses votam apenas para presidente. A exceção é Itaguaí, na Região Metropolitana, onde também se escolhe prefeito e vice.
Documento com foto é obrigatório
Todo eleitor precisa apresentar um documento oficial com foto — carteira de identidade, passaporte, CNH ou o e-Título, quando o aplicativo traz a fotografia. A exigência vale também para quem é identificado pela biometria. O título de eleitor em papel não é obrigatório, mas ajuda a localizar a seção.
Na cabine, celulares e outros aparelhos eletrônicos são proibidos; a Justiça Eleitoral recomenda levar os números dos candidatos anotados em papel. Fora dela, a manifestação individual e silenciosa da preferência é permitida — bandeira, broche, adesivo —, mas aglomeração com material de propaganda, alto-falante, comício, carreata, boca de urna, distribuição de panfletos e transporte de eleitores por candidatos, partidos ou federações estão vedados.
Quem faltou em 4 de outubro pode votar neste domingo, desde que a inscrição esteja regular: cada turno é uma eleição independente. Quem estiver fora do domicílio eleitoral pode justificar pelo e-Título ou em uma seção fora do município de inscrição; quem não justificar no dia tem 60 dias após o turno para fazê-lo sem multa, pelo sistema Justifica ou pelo próprio e-Título.
Segurança e resultado
O TSE autorizou o emprego de cerca de 25 mil militares das Forças Armadas em 301 municípios, a pedido dos tribunais regionais eleitorais, e o Ministério da Justiça e Segurança Pública abriu no sábado (24) uma operação integrada com Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Abin, Ministério da Defesa e forças estaduais, que segue até o fim da apuração.
A totalização começa depois do fechamento das seções no horário de Brasília e é acompanhada pelo site do TSE e pelo aplicativo Resultados; o aplicativo Boletim na Mão permite ler o QR code do boletim de urna impresso em cada seção.
Com informações do Tribunal Superior Eleitoral, do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, da Agência Brasil e da CartaCapital.




