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Anvisa proíbe tiras de glicemia Accu-Chek Active anunciadas na Amazon depois que a Roche apontou falsificação

A resolução alcança dois lotes vendidos sem a embalagem externa original e com a inscrição em inglês "only for government tender"

Por Redação RecortNews
Tiras reagentes Accu-Chek usadas em teste de glicemia, fotografadas em 2014; a imagem é de arquivo e não mostra os lotes proibidos pela Anvisa.
Tiras reagentes Accu-Chek usadas em teste de glicemia, fotografadas em 2014; a imagem é de arquivo e não mostra os lotes proibidos pela Anvisa.Foto: Karl101/Wikimedia Commons, CC BY-SA 3.0

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a venda, a distribuição, a fabricação, a importação, a divulgação e o uso de dois lotes de tiras reagentes da marca Accu-Chek Active que estavam anunciados na Amazon Brasil. A agência classifica os produtos como falsificados.

A medida cautelar está na resolução RE nº 4.143, assinada em 20 de outubro e publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (22). O despacho foi firmado por Liana Tieko Evangelista Kusano Fonseca, gerente-geral substituta de Inspeção e Fiscalização Sanitária da Anvisa.

Os lotes e os anúncios

A proibição recai sobre dois lotes, identificados na resolução como 29533831 e 295, oferecidos em dois endereços da Amazon Brasil sob as descrições:

  • Tiras Accu-Chek Active, com 50 unidades;
  • Kit tiras medidor de glicemia Accu-Chek Active, 100 unidades.

O que a fabricante encontrou

A irregularidade foi comunicada à Anvisa pela Roche Diabetes Care Brasil, detentora do registro do produto no país. Ao examinar os itens anunciados, a empresa identificou tiras com características divergentes das originais.

Dois sinais aparecem na descrição do caso: os produtos chegavam sem a embalagem externa original e traziam, em inglês, a inscrição "only for government tender" — ou seja, destinados exclusivamente a licitações públicas, e não à venda no varejo.

A tira reagente não é acessório: ela é o insumo que o medidor lê para calcular a concentração de glicose no sangue, e é registrada no país como dispositivo médico para diagnóstico in vitro. É também o número que orienta a decisão imediata de quem usa insulina — motivo pelo qual a proibição alcança não só a venda, mas o uso do que já foi comprado.

Sem resposta da plataforma

Procurada pela Agência Brasil e pelo Poder360, a Amazon Brasil não havia respondido até a publicação das reportagens. A Roche também foi procurada.

Quem tem em casa tiras com esses lotes deve interromper o uso e procurar a vigilância sanitária local ou o serviço de atendimento da fabricante.

Com informações da Agência Brasil e do Poder360, com base na resolução publicada no Diário Oficial da União.