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Política

PL terá a maior bancada do Senado em 2027, com 29 das 81 cadeiras, e o PT fica com 10

Fechado o 2º turno, o levantamento da Agência Senado aponta 13 partidos na Casa; 40 das 54 vagas em disputa vão para estreantes, e o registro de Deltan Dallagnol ainda espera o TSE

Por Redação RecortNews
O plenário do Senado Federal, em Brasília, durante sessão deliberativa ordinária em abril de 2019.
O plenário do Senado Federal, em Brasília, durante sessão deliberativa ordinária em abril de 2019.Foto: Roque de Sá/Agência Senado, via Wikimedia Commons, CC BY 2.0

A eleição acabou e o desenho do Senado para os próximos quatro anos ficou pronto. A partir de 1º de fevereiro de 2027, quando os eleitos tomam posse, a Casa terá 13 partidos representados, e o maior deles será o PL, com 29 das 81 cadeiras — quase o triplo da bancada do PT, que fica com 10. Os números são do levantamento da Agência Senado publicado no domingo (25), depois de encerrado o segundo turno.

A conta mudou entre a noite da eleição e o fim do segundo turno porque senadores eleitos governadores deixam suas vagas para os próximos da lista. No dia 5 de outubro, a Agência Brasil contabilizava 28 senadores para o PL; o levantamento feito após os segundos turnos chegou a 29.

Como ficam as bancadas

Pelo levantamento, as 81 cadeiras se distribuem assim: PL com 29; PT com 10; MDB com 8; PP com 6; União Brasil e Republicanos com 5 cada; PSD e PSB com 4 cada; Novo com 3; PSDB e Podemos com 2 cada; Rede e PDT com 1 cada. O senador Romário (RJ) aparece sem partido.

A própria Agência Senado ressalva que o quadro ainda pode se mexer: trocas de partido, convocação de suplentes e decisões da Justiça Eleitoral alteram bancadas sem que nenhum voto seja recontado.

Renovação de 74%

Foram 54 vagas em disputa em 4 de outubro — dois terços da Casa, com dois senadores por estado e pelo Distrito Federal, para mandatos de oito anos. Dessas, 40 ficam com estreantes, uma renovação de 74%.

Dos 32 senadores que tentaram a reeleição, 14 conseguiram — 43,7%. As outras 27 cadeiras não estavam em jogo e seguem ocupadas por senadores com mandato até janeiro de 2031.

Entre os eleitos em 4 de outubro, o PL fez 19 das 54 vagas, seguido pelo MDB, com 7, e pelo PT, com 6. PP, PSB, União Brasil e Novo elegeram 3 cada; Republicanos, PSD, PSDB e Podemos, 2 cada; Rede e PDT, 1 cada.

As mulheres passam a ocupar 19 das 81 cadeiras, ou 23,5% — 12 eleitas em outubro e 7 que começaram o mandato em 2023.

Quem entra no lugar de quem

As eleições estaduais rearranjaram parte da bancada. Cleitinho (Republicanos) e Sergio Moro (PL) foram eleitos governadores de Minas Gerais e do Paraná e dão lugar, respectivamente, a Alex Diniz (PL) e Luís Felipe Cunha (PL). Omar Aziz (PSD-AM) foi eleito governador do Amazonas, e a primeira suplente é Cheila Moreira (PT-AM).

Na direção contrária, Alan Rick (Republicanos-AC) e Professora Dorinha Seabra (União-TO) perderam os segundos turnos para governador e seguem no Senado.

Uma cadeira em aberto

O caso mais indefinido é o do Paraná. Deltan Dallagnol (Novo) foi eleito senador com cerca de 2,9 milhões de votos, 25,14% dos válidos, mas o registro da candidatura ainda não foi julgado em definitivo pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Uma decisão contrária a ele chegou a ser suspensa na Corte para que os votos fossem contados, e o julgamento foi adiado sem nova data.

Se o registro cair, os votos podem ser anulados — e o estado iria a eleição suplementar. É a única das 54 vagas renovadas em outubro cujo ocupante ainda depende de uma decisão judicial, e não da urna.

Com informações da Agência Senado e da Agência Brasil.