A votação deste domingo (25) será acompanhada por dois dispositivos de segurança que correm em paralelo: o emprego das Forças Armadas autorizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e uma operação integrada aberta no sábado (24) pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
25 mil militares em 301 municípios
Segundo o TSE, cerca de 25 mil militares da Marinha, do Exército e da Força Aérea reforçam a segurança em 301 municípios. O emprego da tropa federal não parte do próprio tribunal: são os tribunais regionais eleitorais (TREs) que pedem, e o TSE analisa caso a caso — e novos pedidos podem ser apresentados até a véspera da votação.
Até a divulgação do balanço, na manhã de sábado, o tribunal havia autorizado tropas em 12 estados: Acre, Alagoas, Amazonas, Ceará, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Tocantins. Quatro deles — Acre, Amazonas, Rio Grande do Norte e Tocantins — também decidem o governo estadual neste domingo.
Há ainda um segundo tipo de atuação, sem relação com policiamento: o apoio logístico ao transporte de urnas e de mesários em 39 municípios de oito estados, concentrado em áreas de difícil acesso — Amazonas (16), Acre (5), Roraima (5), Mato Grosso do Sul (4), Rio de Janeiro (4), Maranhão (2), Mato Grosso (2) e Amapá (1). No Rio Grande do Sul, militares ficam de prontidão.
A participação é prevista no Código Eleitoral e foi regulamentada, para este ciclo, pelo Decreto nº 13.073, de 21 de julho de 2026, além do Decreto nº 3.897, de 2001.
O que a operação do MJSP monitora
A operação do Ministério da Justiça começou no sábado e segue durante o domingo, reunindo o TSE, a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), o Ministério da Defesa e as forças estaduais. O foco declarado é um conjunto de ocorrências típicas de dia de eleição: crimes eleitorais, aglomerações, desinformação, crimes cibernéticos, violência política, dificuldades logísticas e incidentes nos locais de votação e de apuração.
As diretrizes repetem um ponto que já apareceu em eleições anteriores: o policiamento não pode criar obstáculo ao deslocamento do eleitor. Abordagens de trânsito ficam restritas a situações de risco concreto e iminente à vida ou à integridade física, e bloqueios em rodovias federais precisam ser comunicados antes ao TRE competente, com justificativa e indicação de rotas alternativas — a exceção são casos de flagrante ou de infração de segurança viária.
O tamanho do primeiro turno
O efetivo do segundo turno ainda não havia sido fechado quando a operação começou. A referência disponível é o primeiro turno, em 4 de outubro, quando 321.352 profissionais de segurança estiveram mobilizados: 305.355 das forças estaduais, 6.565 da Polícia Federal, 2.726 da Polícia Rodoviária Federal e 142 da Força Nacional. O equipamento somou 34.625 viaturas, 239 embarcações e 121 aeronaves.
Vale a comparação: as forças estaduais responderam por 95% do efetivo, e os cerca de 25 mil militares das Forças Armadas autorizados para este domingo equivalem a menos de um décimo do contingente que esteve nas ruas três semanas atrás.
Com informações do Tribunal Superior Eleitoral e da Agência Brasil.




