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TSE autoriza 25 mil militares em 301 municípios e Justiça abre operação integrada para a votação

O emprego das Forças Armadas foi pedido pelos tribunais eleitorais de 12 estados. No primeiro turno, 321.352 profissionais de segurança atuaram na eleição.

Por Redação RecortNews
Equipe da Polícia Rodoviária Federal durante operação de feriado em rodovia, em foto de arquivo feita em Brasília em 2007.
Equipe da Polícia Rodoviária Federal durante operação de feriado em rodovia, em foto de arquivo feita em Brasília em 2007.Foto: Fabio Pozzebom/Agência Brasil, via Wikimedia Commons, CC BY 3.0 BR

A votação deste domingo (25) será acompanhada por dois dispositivos de segurança que correm em paralelo: o emprego das Forças Armadas autorizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e uma operação integrada aberta no sábado (24) pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

25 mil militares em 301 municípios

Segundo o TSE, cerca de 25 mil militares da Marinha, do Exército e da Força Aérea reforçam a segurança em 301 municípios. O emprego da tropa federal não parte do próprio tribunal: são os tribunais regionais eleitorais (TREs) que pedem, e o TSE analisa caso a caso — e novos pedidos podem ser apresentados até a véspera da votação.

Até a divulgação do balanço, na manhã de sábado, o tribunal havia autorizado tropas em 12 estados: Acre, Alagoas, Amazonas, Ceará, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Tocantins. Quatro deles — Acre, Amazonas, Rio Grande do Norte e Tocantins — também decidem o governo estadual neste domingo.

Há ainda um segundo tipo de atuação, sem relação com policiamento: o apoio logístico ao transporte de urnas e de mesários em 39 municípios de oito estados, concentrado em áreas de difícil acesso — Amazonas (16), Acre (5), Roraima (5), Mato Grosso do Sul (4), Rio de Janeiro (4), Maranhão (2), Mato Grosso (2) e Amapá (1). No Rio Grande do Sul, militares ficam de prontidão.

A participação é prevista no Código Eleitoral e foi regulamentada, para este ciclo, pelo Decreto nº 13.073, de 21 de julho de 2026, além do Decreto nº 3.897, de 2001.

O que a operação do MJSP monitora

A operação do Ministério da Justiça começou no sábado e segue durante o domingo, reunindo o TSE, a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), o Ministério da Defesa e as forças estaduais. O foco declarado é um conjunto de ocorrências típicas de dia de eleição: crimes eleitorais, aglomerações, desinformação, crimes cibernéticos, violência política, dificuldades logísticas e incidentes nos locais de votação e de apuração.

As diretrizes repetem um ponto que já apareceu em eleições anteriores: o policiamento não pode criar obstáculo ao deslocamento do eleitor. Abordagens de trânsito ficam restritas a situações de risco concreto e iminente à vida ou à integridade física, e bloqueios em rodovias federais precisam ser comunicados antes ao TRE competente, com justificativa e indicação de rotas alternativas — a exceção são casos de flagrante ou de infração de segurança viária.

O tamanho do primeiro turno

O efetivo do segundo turno ainda não havia sido fechado quando a operação começou. A referência disponível é o primeiro turno, em 4 de outubro, quando 321.352 profissionais de segurança estiveram mobilizados: 305.355 das forças estaduais, 6.565 da Polícia Federal, 2.726 da Polícia Rodoviária Federal e 142 da Força Nacional. O equipamento somou 34.625 viaturas, 239 embarcações e 121 aeronaves.

Vale a comparação: as forças estaduais responderam por 95% do efetivo, e os cerca de 25 mil militares das Forças Armadas autorizados para este domingo equivalem a menos de um décimo do contingente que esteve nas ruas três semanas atrás.

Com informações do Tribunal Superior Eleitoral e da Agência Brasil.